Damião Ramos Cavalcanti

Enquanto poeta morrer, a poesia haverá de viver

Textos


O TEMPO DO MERCENÁRIO

Séculos e séculos
Passarão como hora.
A nenhuma conquista
Sabor de vitória.
 
Dias e séculos
Passarão a miúdos,
Nenhuma das mortes
Te dará o tributo.
 
No tempo contado,
Viverás odiado,
Na cronometria
De guerra e de paz.
 
Se à guerra bruta
O espaço vendeste,
O tempo que enche
Vazio te faz.
 
O tempo é dos ventos,
Do fogo e do mar;
A terra sepulta
Quem o ajuda passar.




Damião Ramos Cavalcanti
Enviado por Damião Ramos Cavalcanti em 02/11/2010
Alterado em 04/11/2010
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